Mercado de bioinsumos cresce dentro do agronegócio brasileiro

Mercado de bioinsumos cresce dentro do agronegócio brasileiro

O agronegócio é um dos principais segmentos da economia nacional. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, em 2023, 23,8% de todo o PIB nacional veio dos campos brasileiros.

Além da parcela importante de participação na economia, o agronegócio brasileiro também tem buscado ampliar a sustentabilidade em todos os processos. Uma dessas ferramentas é a adoção de bioinsumos na lavoura, ou seja, compostos à base orgânica e que por isso causam menos danos às vegetações, ao solo e à água.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), cerca de 40 milhões de hectares são cultivados com bactérias promotoras de crescimento de plantas, além dos 10 milhões de hectares utilizando outros bioinsumos para controle de pragas. Em 2023, estudo da CropLife e S&P Global apontou que o mercado de bioinsumos no Brasil irá movimentar R$ 17 bilhões até 2030.

As principais aplicações de bioinsumos dão-se como: melhoramento do solo, defensivos agrícolas, tratamento de massa residual para utilização como coproduto, acaricidas, inseticidas, fungicidas e formicidas.

Um desses exemplos de bioinsumos é o extrato pirolenhoso. Esse composto é um extrato obtido a partir da queima controlada de materiais vegetais e que carrega na composição mais de 300 moléculas bioativas como ácidos orgânicos, álcoois, fenóis e aldeídos.

Estudo desenvolvido pela Embrapa apontou que o extrato pirolenhoso apresentou sucesso como herbicida em todas as plantas daninhas testadas, inibindo 100% das sementes em dose elevada.

Como adjuvante o composto melhora a eficácia de herbicidas, inseticidas, fungicidas ou fertilizantes. Dessa forma, o pirolenhoso reduz a necessidade da utilização de defensivos agrícolas mais agressivos ao meio ambiente, potencializando o desenvolvimento sustentável, permitindo melhor absorção de nutrientes como o nitrogênio e proteção ao solo.

Essa proteção ao solo é fundamental para o desenvolvimento sustentável na agricultura. Isso porque a degradação da terra é um dos maiores desafios para o segmento, não apenas pela questão ambiental, mas também pela diminuição da produtividade que esse fenômeno traz.

A aplicação também permite a melhor resistência da planta a estresses abióticos, como hídricos, climáticos e por salinidade. Isso faz com que esses vegetais possam se desenvolver mesmo em condições mais adversas, até pelo pirolenhoso também interferir positivamente na retenção de água no solo e nas raízes.

A MaggiEco Fornos é uma das principais referências nacionais na produção do pirolenhoso. A empresa produz o composto a partir da queima controlada da madeira e folhas do eucalipto, mas o processo também pode ser feito com bambu, coco, laranja, entre outros vegetais.

O pirolenhoso da MaggiEco Fornos consegue atingir esses índices de produtividade devido a qualidade dos fornos da empresa. Esses equipamentos têm produção entre 1,8 mil e 2,5 mil quilos de carvão por fornada e um extrato de pirolenhoso que chega até 1,5 mil litros por fornada. Esse extrato apresenta excelente qualidade, com densidade entre 1,7 e 1,8, viscosidade acima da média e pH de 3.

Esses materiais ainda contam com controle rigoroso na temperatura interna, mantendo assim a qualidade do carvão e principalmente do extrato pirolenhoso do início ao fim, para que não libere partículas nocivas e perca a qualidade do extrato.

Compartilhe:
Forest News

Forest News

A Forest Digital nasceu para ser a maior e mais completa plataforma digital de negócios e notícias do setor florestal, sendo a melhor opção para trabalhar a presença digital da sua empresa.

Continue navegando no universo florestal!