Produção de móveis e colchões cresceu 1,6% no 1º bimestre

Produção de móveis e colchões cresceu 1,6% no 1º bimestre

O setor moveleiro nacional registrou aumento na produção de móveis e colchões de 1,6% no primeiro bimestre de 2024, na comparação com o mesmo período de 2023.

O consumo aparente, ou seja, o volume de peças consumidas no mercado interno, também cresceu 3,7% no primeiro bimestre do ano.

Os dados constam na nova edição da Conjuntura de Móveis, estudo desenvolvido pelo IEMI com exclusividade para a Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).

Um número preocupante é que a eceita do setor sofreu uma leve queda de 0,3%, impactada por um aumento de 0,15% no preço médio por peça fabricada. Tal descompasso entre produção e receita destaca as pressões de custo e as dificuldades em repassar completamente esses aumentos aos consumidores.

“Diante desses desafios, a indústria moveleira tem focado em aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e aprimorar a gestão sustentável, além de diversificar mercados e investir em inovação e design”, pontua o presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz.

Como reflexo, observou-se um aumento de 2,4% na evolução do número de empregados na indústria de móveis no primeiro bimestre de 2024. Os investimentos nas fábricas também cresceram, com as importações de máquinas para a fabricação de móveis aumentando 34,3% de janeiro a março deste ano em relação a igual período no ano anterior.

“Para enfrentar o desafio de repassar custos sem perder a demanda, nossos associados têm se focado em inovação e design, agregando mais valor aos produtos. Diante disso, claro, temos incentivado e colaborado com as empresas para diversificar canais de venda e adotarem estratégias de marketing que comuniquem o valor do design integrado à indústria”, fala agora a diretora-executiva da Abimóvel, Cândida Cervieri.

O crescimento das vendas no varejo de móveis e colchões, que apresentou um aumento de 1,1% em volume e 2,8% em receita no acumulado do primeiro bimestre de 2024 em comparação com o mesmo período em 2023.

A inclusão do setor de móveis no financiamento de programas habitacionais, como o “Minha Casa, Minha Vida”, no entanto, seria outra medida fundamental para impulsionar a demanda interna, ampliando a acessibilidade aos produtos brasileiros e estimulando o mercado interno, criando um ciclo virtuoso de produção e consumo.

O comércio exterior também oferece uma oportunidade estratégica para a expansão da indústria moveleira brasileira, sexta maior produtora de móveis do mundo e que exporta para cerca de 180 países.

Em março de 2024, as exportações de móveis e colchões brasileiros registraram um crescimento de 4,6%, marcando o terceiro mês consecutivo de avanço. “

“Essa expansão no cenário internacional é vital, considerando a atual situação no mercado interno, e destaca a importância de nossos esforços em projetos como o Brazilian Furniture, uma parceria com a ApexBrasil, que tem ampliado significativamente a visibilidade dos móveis brasileiros no exterior, vide nossa participação na Semana de Design de Milão em abril de 2024, e tudo o que já temos preparado para a Semana de Design de Nova York, em maio”, finaliza Cândida.

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