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Varejo de móveis e colchões tem primeiro bimestre desfavorável em 2023Forest News | Forestnews

Varejo de móveis e colchões tem primeiro bimestre desfavorável em 2023

O volume de vendas de móveis no varejo brasileiro caiu 14,2% no mês de fevereiro em comparação ao mês anterior, totalizando 24,3 milhões de peças comercializadas. No acumulado do primeiro bimestre do ano, a queda foi de 10,6% em relação ao mesmo período de 2022.

Analisando os últimos 12 meses, o declínio foi ainda mais acentuado: uma queda de 11,7%.

As informações podem ser encontradas na “Conjuntura de Móveis”, estudo da ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) desenvolvido em parceria com o IEMI, que traz com exclusividade indicadores de produção, emprego, investimentos, comércio exterior, vendas ao consumidor final e outras informações estratégicas para a indústria moveleira nacional.

A procura mais baixa por móveis e colchões no início de ano não é, necessariamente, uma novidade. Historicamente, o primeiro trimestre é marcado por um desaquecimento nas vendas, impulsionado pela recuperação financeira das famílias após as despesas de fim de ano e o pagamento de impostos como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).

Apesar desses desafios iniciais, o setor de móveis normalmente espera um aumento no volume de vendas a partir do segundo trimestre. Isso ocorre devido a uma série de fatores, como a restituição do imposto de renda, que aumenta a disponibilidade financeira das famílias, e as vendas sazonais, como as do Dia das Mães.

Em termos financeiros, as vendas de móveis somaram R$ 7,5 bilhões em fevereiro, representando uma diminuição de 13,9% na comparação com janeiro. No entanto, em uma visão mais ampla, o ano de 2023 mostra uma retração de apenas 0,5% em relação a 2022; enquanto o acumulado dos últimos 12 meses registra, em contrapartida, crescimento de 1,5%.

É de se notar, porém, que os preços dos móveis continuam aumentando no varejo nacional. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o mobiliário nacional viu seus preços subirem 0,14% em março de 2023 em relação ao mês anterior. Ao longo de 2023, a inflação acumulada foi de 1,4%; enquanto que nos últimos 12 meses, a inflação no setor atingiu 12,4%.

Dessa forma, em fevereiro, o preço médio dos móveis foi de R$ 278,23 por peça, um aumento de 0,39% em relação ao mês anterior. Em março, o preço médio voltou ligeiramente a subir para R$ 278,62 por peça, uma inflação de 0,14% na passagem dos meses.

No segmento de colchões, o preço médio por peça foi de R$ 557,97 em fevereiro de 2023, uma queda de 3,4% em relação ao mês anterior. No entanto, essa tendência se reverteu em março, quando o preço médio dos colchões aumentou para R$ 570,08, um aumento de 2,17% em
comparação com fevereiro.

Tais indicadores refletem flutuações que persistem no volume de vendas e na precificação média no varejo nacional. Para a ABIMÓVEL, essas tendências destacam a importância de continuar monitorando o setor para identificar oportunidades e desafios futuros, com expectativas, como já dito, de um segundo trimestre e semestre mais positivos.

Acesse a nova edição da “Conjuntura de Móveis”, com indicadores atualizados de 2022, neste link.

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