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Produção de móveis em 2023 está mais aquecida do que em 2022

Após um avanço de 17,0% em março na comparação com o mês anterior, a produção de móveis voltou a recuar em abril de 2023: -13,6% na variação mês a mês.

Com isso, o volume produzido volta aos níveis dos primeiros meses do ano, com 29,9 milhões de peças tendo sido fabricadas no quarto mês de 2023.

Ainda assim, o acumulado do ano se manteve superior ao montante produzido no primeiro quadrimestre do ano passado, com aumento de 2,4% no período.

É o que indica a nova edição da “Conjuntura de Móveis”, estudo da ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), desenvolvido em parceria com o IEMI, a partir do levantamento de dados em fontes oficiais de pesquisa.

Quando se trata da receita da indústria de móveis no mês de abril, esta alcançou o montante de R$ 5,8 bilhões, queda de 13,8% sobre o mês anterior. Ao longo de janeiro a abril de 2023, no entanto, houve alta de 3,9% na comparação com o mesmo período no ano passado. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1,2%.

O preço médio de produção de móveis, por sua vez, foi de R$ 194,10 por peça no mês de abril. Valor que representou uma queda — esta bem-vinda — de 0,25% em relação a maio. Colaborando, assim, para equilibrar as altas acumuladas nos períodos anteriores: +2,56% no primeiro quadrimestre de 2023 frente a igual período em 2022, e +1,86% em 12 meses.

O número de empregos também cresceu: +2,0% de janeiro a abril deste ano ante igual período em 2022. Aumento também visualizado nos investimentos na indústria de móveis. As importações de máquinas chegaram ao quinto mês do ano, maio, acumulando crescimento de 28,4% em 2023.

Um panorama mais positivo nos próximos meses, contudo, depende de uma série de questões internas e externas à indústria. No âmbito demográfico, por exemplo, os resultados recém- divulgados do Censo 2022 mostram uma população brasileira de 203 milhões, abaixo das
estimativas previstas, mas com 34% mais domicílios do que em 2020. Na área de habitação, ainda, a Caixa passará a financiar imóveis de até R$ 350 mil pelo “Minha Casa, Minha Vida” a partir deste mês de julho, enquanto a ABIMÓVEL segue em articulação com o Governo Federal para inclusão de móveis no financiamento do programa.

O consumo aparente de móveis e colchões no país durante o mês de abril foi de 29 milhões de peças, seguindo o ritmo de produção, com queda de 13,4% em relação ao mês anterior, com 2,6% de participação de importados no mês. No acumulado do ano, porém, vemos alta de 3,6%. Com a retração dos últimos 12 meses chegando próxima à estabilidade, com queda de 0,6% até abril.

As importações alcançaram US$ 13,4 milhões em abril de 2023, aumento de 3,6% em relação ao mês anterior. Em maio, houve um aumento ainda mais significativo: +43,5%, chegando a US$ 19,2 milhões no mês. A participação dos importados durante o ano, contudo, segue em par com as projeções, ao manter-se em 2,6% no ano.

As exportações, por outro lado, caíram na passagem de março para abril (-14,7%), quando registraram valor de US$ 59,1 milhões, mas voltaram a se estabilizar em maio, quando o montante vendido ao exterior foi de US$ 67,3 milhões, uma retomada de 14,0% sobre o mês anterior.

Os relatórios mensais intitulados “Conjuntura de Móveis” são concebidos para facilitar o monitoramento da ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) e seus associados em relação ao desempenho do mercado de móveis e colchões no Brasil.

Para tanto, são examinados mensalmente os percentuais de evolução da produção física, pessoal ocupado, média salarial, produtividade do setor, aquisições de máquinas, importações e exportações na indústria, bem como vendas e inflação no varejo de móveis, conforme os últimos dados disponíveis em fontes oficiais de consulta pelo setor.

Acesse a nova edição da “Conjuntura de Móveis”, com indicadores atualizados de 2022, neste link.

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