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Ministério do Meio Ambiente discute industrialização verde do Brasil

O Brasil deve passar pela transição para uma nova economia verde baseada em biogás e biometano e em energia solar e eólica. Foi o que afirmou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, durante o Congresso Aço Brasil 2022, evento organizado pelo Instituto Aço Brasil. Os debates também abordaram o cenário complexo para a indústria do aço e como o setor permaneceu de pé e cumprindo o seu papel durante a pandemia de Covid-19. O evento contou com a participação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, parlamentares, autoridades e empresários ligados ao setor do aço.

Ao participar do painel “As mudanças climáticas e a indústria do aço”, o ministro Joaquim Leite ressaltou que o desafio mundial é conseguir volume de energia renovável e limpa mais acessível. Ele lembrou que o Brasil conta com 14 GW de capacidade instalada na geração de energia solar e pode chegar a 100 GW nos próximos anos. Já na eólica, são 20 GW e devem chegar a 60 GW. E esse potencial de energia limpa pode aumentar muito com os projetos de energia offshore, que é produzida no mar. Segundo Joaquim Leite, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já recebeu 66 projetos solicitando permissão para exploração de energia em águas marinhas, que podem produzir 169 GW de energia. Para se ter uma ideia desse volume, o Brasil produz, hoje, 180 GW em todas as fontes. O potencial de produção de energia offshore é de 700 GW, o que corresponde a 50 hidrelétricas de Itaipu. Leite lembrou que ainda existem desafios tecnológicos para exploração dessa energia, mas que já há estudos indicando investimentos de mais de R$ 1 trilhão. “Isso é super importante para esse setor, uma vez que as bases eólicas, provavelmente, vão ter muito aço brasileiro”, ressaltou.

O ministro também informou que será publicada uma portaria interministerial, dos Ministérios do Meio Ambiente e Minas e Energia, instituindo uma plataforma única de gestão de áreas marinhas para produção de energia.

Sobre a transição para uma economia verde, o ministro disse que isso precisa ser feito de forma responsável e racional, junto com o setor privado. Entre os incentivos, haverá a oferta de crédito a juros mais baixos para o setor privado fazer a transição. Ele lembrou que as empresas que não conseguirem atingir as metas de redução de carbono até 2050 vão poder compensar comprando crédito no mercado regulado de carbono.

Segundo Joaquim Leite, o decreto que cria o mercado regulado de carbono no Brasil, publicado em maio deste ano, conta com uma central única de registro de pegadas de carbono, focado na exportação do crédito.

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