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Ricardo Malinovski quer Expoforest impulsionando o setor florestalForest News | Forestnews

Ricardo Malinovski quer Expoforest impulsionando o setor florestal

A Expoforest chega a quinta edição de 2023 e ano após ano se consolida como um dos principais eventos do segmento florestal na América Latina. O CEO da Malinovski e organizador do evento, Ricardo Malinovski, aponta que a feira tem como um dos principais objetivos impulsionar o setor no Brasil.

A edição deste ano será realizada em Guatapará (SP) entre os dias 9 e 11 de agosto e já conta com 225 expositores confirmados. A área total da feira conta com mais de 200 hectares – equivalente a 242 campos de futebol, e será dividida em duas partes: a estática, que terá 7,5 hectares e 01 quilômetro de extensão; e a dinâmica, com 3,7 quilômetros de trilhas e 150 hectares. O espaço total ainda contempla dois estacionamentos, um de 6 e outro de 2 hectares.

E esse evento está ligado diretamente com a família Malinovski. Jorge Malinovski estabeleceu as bases para a criação da Expoforest em 1977, quando em Curitiba iniciou seminários sobre o segmento.

A primeira edição foi realizada apenas em 2008 e em 2011 se tornou a primeira feira florestal da América Latina a reunir demonstrações práticas e em campo das mais modernas soluções para plantio, manejo, colheita e transporte de madeira.

Dentro desse cenário chega a edição 2023 em meio a um momento decisivo do mercado florestal brasileiro. Confira abaixo uma entrevista exclusiva com Ricardo Malinovski sobre a Expoforest e o segmento no país.

A Expoforest se consolidou como um dos principais eventos florestais no continente e a cada edição a feira consegue ampliar essa reputação. Na sua opinião, o que faz o evento ter esse status e como vocês trabalham para ser essa referência no setor?

O setor florestal brasileiro é incrível. Nosso país tem condições ideais para o desenvolvimento de florestas plantadas, tanto que temos as melhores taxas de crescimento do mundo quando falamos dos principais gêneros: pinus e eucalipto. Aqui estão instaladas algumas das maiores empresas do mundo para o setor de árvores cultivadas. Mesmo as menores, são altamente profissionais e preparadas. Temos também um outro diferencial muito importante: o material humano. Nosso setor pode contar, sem dúvidas, com pessoas de alto gabarito, o que reflete diretamente no desenvolvimento do setor.

Eu venho de uma família de engenheiros florestais. Meu pai é um entusiasta da mecanização florestal e, junto com outros profissionais, ajudou a trazer muita tecnologia para o Brasil através de intercâmbios internacionais e eventos.

Temos o cenário perfeito e a paixão que um evento do porte da Expoforest exige. Então, todos estes fatores alinhados culminaram no que a Expoforest se tornou.

O setor florestal tem ano após ano buscado aliar a sustentabilidade ao aumento de receitas, tendo a tecnologia uma forte aliada nessa missão. Eventos como a Expoforest apresentam muitos desses equipamentos e maquinários ao público e por isso, na sua visão, qual a importância dessa interação e aproximação entre empresas, usuários e público em geral durante a mostra?

Esta é a principal razão da Expoforest existir. É a grande função para a qual ela foi concebida. Queremos reunir o que há de mais moderno, as últimas soluções e inovações que o mundo florestal está criando, tudo em um mesmo lugar. Em um ambiente real, onde as dinâmicas de silvicultura, colheita florestal e biomassa serão as principais atividades e com elas tudo que vem antes e depois. Por isso, criamos uma feira dinâmica. Para que as empresas possam demonstrar e o público florestal do mundo todo possa ver ao vivo, em uma situação real, o que a tecnologia é capaz de oferecer ao setor.

Para a edição deste ano, quais as expectativas da organização e quais novidades a Expoforest vai apresentar ao público?

Nosso objetivo é inovar, sempre. Além do formato já tradicional, com área estática e dinâmica, a feira estará mais uma vez inserida dentro da Semana Florestal Brasileira, que contará com dois importantes eventos técnicos em Ribeirão Preto nos dois dias que antecedem a Expoforest. Será o 19º Seminário de Colheita e Transporte de Madeira e o 5º Encontro Brasileiro de Silvicultura.

Junto com a Expoforest, criamos algumas ações para impulsionar o setor. Com a Embrapa Florestas e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançamos o Forest Startup Conecta, que vai premiar Startups com soluções criativas para o setor. Teremos o 2º Campeonato de Operadores de Forwarder dentro da Expoforest. A Embrapa Florestas levará para a feira o Espaço ILPF, que demonstrará a prática de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Teremos um concurso de fotografia, o Expoforest Click. No dia 05 de agosto, o sábado que antecede a feira, faremos a Expoforest Run, uma corrida pelos 4,5 quilômetros da feira, para que expositores e participantes que gostam de correr possam conhecer todo o percurso da feira.

Além de tudo isso, entendemos que a Expoforest precisa cumprir um papel social, então estamos com três ações neste sentido: o Voluntário Expoforest, para estudantes de engenharia florestal que desejam trabalhar na feira e ter os primeiros contatos com o mercado florestal; o Expoforest Com Elas, que divulga através dos canais de comunicação da feira o protagonismo feminino dentro do setor; e o Expoforest Emprega, um banco de talentos onde profissionais do setor podem disponibilizar seus currículos às empresas que estão participando da ação.

Mesmo sob algumas incertezas no início do ano, o mercado florestal tem apresentado índices interessantes em 2023. Na sua avaliação, que motivos fazem do segmento uma importante peça da cadeia produtiva brasileira?

Nosso cotidiano depende da matéria-prima produzida nas florestas plantadas, a madeira originária de árvores cultivadas é um produto indispensável na nossa vida. Está em quase tudo que fazemos. O grande diferencial é que se trata de algo renovável e biodegradável. Então, diante do cenário global, a tendência é que a utilização desta matéria-prima só se expanda.

O Brasil tem condições ideais para o cultivo de florestas plantadas. Tem empresas sérias e profissionais competentes. É importante que as políticas públicas levem tudo isso em conta.

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