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Exportações de móveis e colchões avançam 40% em marçoForest News | Forestnews

Exportações de móveis e colchões avançam 40% em março

Após crescer 9,6% na passagem de janeiro para fevereiro de 2023, as exportações brasileiras de móveis e colchões alcançaram outro avanço substancial no mês de março: +40% frente ao mês anterior. No terceiro mês do ano, foram exportadas 4,4 milhões de peças, registrando-se o montante de US$ 69,2 milhões em receita.

Como comparação, o número de peças exportadas em fevereiro deste ano foi de 2,5 milhões, totalizando valores superiores a US$ 49,4 milhões.

Os dados fazem parte de levantamento do IEMI, com base nos dados oficiais da balança comercial brasileira, para o Projeto Setorial Brazilian Furniture, iniciativa idealizada pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) e pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), com o objetivo de impulsionar a participação da indústria brasileira de móveis no mercado global.

Esses resultados ajudaram a balancear as perdas acumuladas no ano, que caíram de 27,5% até fevereiro, para 18,9% no fechamento do primeiro trimestre (janeiro a março).

Os indicadores sinalizam, dessa forma, um caminho mais otimista para as exportações brasileiras de móveis e colchões, que também registraram um superávit positivo na Balança Comercial do primeiro trimestre de 2023.

O principal destino das exportações brasileiras de móveis e colchões no primeiro trimestre de 2023 continua sendo os Estados Unidos, que responderam por 32,9% do total exportado; seguidos pelo Uruguai, com uma participação de 10,1%; e pelo Reino Unido, com 7,0%. O panorama reforça a importância de se diversificar os mercados de destino e explorar oportunidades em diferentes regiões do mundo.

O presidente da ABIMÓVEL, Irineu Munhoz, ressalta a relevância do comércio exterior no processo de recuperação do setor, fortemente impactado por gargalos na cadeia de abastecimento, no setor logístico e na economia global, considerando ainda questões internas como a inflação, as altas taxas de juros e o consequente aumento no custo de vida do brasileiro, que inibe o consumo no país.

“Apesar do acumulado do ano mostrar uma queda em relação ao início de 2022, o resultado do primeiro trimestre do ano passado ainda se mostrava sob influência do desempenho histórico nas exportações do setor em 2021. Trajetória que, infelizmente, não se manteve ao longo do ano”, explica Munhoz.

Dessa maneira, espera-se que o setor de móveis e colchões mantenha a tendência de recuperação no segundo trimestre e feche o primeiro semestre de 2023 em uma posição mais favorável. As ações estratégicas promovidas pela ABIMÓVEL e a ApexBrasil por meio do Brazilian Furniture, continuam impulsionando a participação da indústria brasileira no mercado global e abrindo novas oportunidades de negócios para as empresas do setor.

“Com a demanda interna ainda em processo de retomada, as exportações têm desempenhado um papel fundamental na manutenção da atividade econômica e na recuperação do setor de móveis e colchões. O otimismo renovado impulsiona os fabricantes brasileiros a investir cada vez mais em inovação, qualidade e design, tornando-os cada vez mais competitivos em nível internacional”, completa a diretora-executiva da ABIMÓVEL, Cândida Cervieri.

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