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Descarbonização da economia é oportunidade para Amazônia

A descarbonização da economia vem sendo considerada por especialistas como única saída para enfrentar a crise climática e seus efeitos, colocando o mundo em uma trajetória que limite o aquecimento global a 1,5 °C. Na região Amazônica, a redução de emissão de gases de efeito estufa nas atividades produtivas tem especial relevância, tanto pelo potencial de receita como pelos benefícios ambientais e sociais envolvidos – mitigação dos efeitos das mudanças do clima, conservação e restauração da floresta, criação de empregos, acesso a novos mercados e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta, por exemplo, que somente no estado do Pará, a renda gerada pelos produtos da biodiversidade (açaí, cacau-amêndoa, castanha-do-pará, palmito, borracha, entre outros) pode saltar de R$ 5,4 bilhões para R$ 170 bilhões em 2040.

Para discutir as oportunidades da descarbonização da economia para a Amazônia Legal, o Instituto Amazônia+21 e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizaram a Jornada Negócios e Sustentabilidade. Serão debatidos meios, projetos e ações para a região se beneficiar da corrida global pela descarbonização, apresentando o potencial de negócios para investidores, empresários e outros interessados e oportunidades de melhoria de vida para as comunidades tradicionais.

O evento foi transmitido pelo canal da CNI no YouTube e reuniu executivos, técnicos e especialistas de empresas nacionais e internacionais, federações estaduais da indústria e associações setoriais, organismos internacionais, empresas do mercado financeiro, poder público e academia.

“Nosso objetivo com a Jornada de Negócios Sustentáveis é promover a troca de conhecimento, experiências, boas práticas e identificar novas tendências para a promoção de negócios sustentáveis na Amazônia Legal. É também um espaço de diálogo para identificar oportunidades e desafios, dialogando com as demandas locais, o potencial econômico da região e a agenda ESG”, explica o diretor do Instituto Amazônia+21, Marcelo Thomé.

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