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CNI: Biodiesel e eólica são debatidas pela indústria brasileira

O avanço em direção a uma economia de baixo carbono passa, necessariamente, por soluções energéticas provenientes de fontes renováveis. Duas dessas soluções – o biodiesel e a energia eólica produzida no mar (offshore) – foram os temas em destaque na 130ª reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coemas) da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O encontro reuniu na segunda-feira (29), em Brasília, representantes de associações setoriais de indústrias e membros de federações estaduais. Na abertura, o presidente do Conselho, Marcelo Thomé, reforçou a importância da regulamentação do mercado de carbono, medida aguardada pelo setor produtivo e que pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e o cumprimento das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris.

“Há uma série de questões que, com a regulamentação do mercado de carbono, acreditamos que poderão ser superadas. Garantir mecanismo efetivo para promoção do financiamento climático e, ao mesmo tempo, melhorar a reputação dos projetos brasileiros e oferecer segurança jurídica às empresas”, exemplificou, em referência ao Projeto de Lei 2148/2015 que está em tramitação na Câmara.

O secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Alexander Ywata, disse que a pasta tem se engajado cada vez mais na agenda verde, especialmente para o estabelecimento do mercado de carbono. Ponderou, contudo, que são necessárias outras iniciativas para que o país avance em direção ao cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris.

Embora a importância do biodiesel no processo de redução de emissões de GEE e descarbonização da economia seja consenso entre os participantes, o tema foi abordado a partir de diferentes perspectivas. Segundo Marcelo Thomé, o momento é sensível para o setor produtivo. “Atualmente, tramitam no Congresso diversas propostas sobre o tema, algumas buscam assegurar o aumento da mistura de biodiesel, outras, tratam da tributação. As decisões que venham a ser tomadas terão impacto também nos fabricantes de motores e veículos a diesel e, consequentemente, no consumidor final”, destacou.

Fonte: CNI

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