a
admin | Forestnews

CNI: atividades de baixo carbono aliam desenvolvimento e conservação

Buscar caminhos efetivos para a atividades de baixo carbono na produção industrial e dos demais setores na Amazônia Legal e possibilitar o desenvolvimento de negócios sustentáveis na região. Esse foi o objetivo do debate promovido pelo Instituto Amazônia+21 e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A primeira edição da Jornada de Negócios e Sustentabilidade discutiu meios, projetos e ações para a região Amazônica se beneficiar da corrida global pela descarbonização, apresentando o potencial de negócios e as oportunidades de melhoria de vida para as comunidades tradicionais.

Na abertura do evento, transmitido online pelo canal da CNI no Youtube, o diretor do Instituto Amazônia+21 e presidente da Federação da Indústria do Estado de Rondônia, Marcelo Thomé, destacou que as oportunidades para descarbonização na região são diversas e não se restringem somente à venda de crédito de carbono.

“Trata-se de pensar uma nova indústria, mais adequada à região e que seja menos emissora de gases de efeito estufa no seu processo produtivo. Temos diversos exemplos, no Brasil, de setores que avançaram fortemente na redução de emissões, como o sucroalcooleiro de segunda geração, que hoje tem saldo positivo na sua cadeia. Em Rondônia, a empresa Energisa, que é parceira do Instituto Amazônia+21, por meio de investimentos em rede de distribuição na ordem de R$ 1 bilhão, permitiu o desligamento de diversas térmicas e com isso evitou a emissão de cerca de 300 mil toneladas de gases de efeito estufa. São exemplos que evidenciam diversas oportunidades que temos na região Amazônica”, disse.

Thomé destacou ainda o potencial de geração de créditos de carbono na região. Segundo o diretor, somente do ponto de vista florestal, a Amazônia representa 17% do estoque de carbono do planeta. “Isso pode e será disruptivo do ponto de vista econômico, de geração de prosperidade, riqueza, bons empregos e dignidade para os 29 milhões de brasileiros que vivem nessa região”.

Compartilhe