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Bracell adota monitoramento por imagem para regeneração da vegetação nativaFelix-W/Pixabay

Bracell adota monitoramento por imagem para regeneração da vegetação nativa

A Bracell começou a adotar o programa de Monitoramento da Regeneração de Áreas Degradadas por Imagens (M-RADI). A ferramenta permite monitorar o avanço da regeneração por meio de imagens geoespaciais, que, após parametrização, fornecem dados quantitativos da restauração florestal ao longo dos anos de forma prática e com menor custo.

Liderado pela estagiária Elisiane Dantas da Conceição, o projeto foi desenvolvido pelas áreas de Meio Ambiente e Geoprocessamento da Bracell Bahia e conta com imagens de satélites e com um software de informações geográficas gratuito.

Após a análise quantitativa é feita uma amostragem de validação das informações e coleta de dados quantitativos, levando em consideração fatores como nível de degradação, qualidade do solo, qualidade da flora e a influência dos plantios de eucalipto na região.

“A ferramenta potencializa a conservação e a preservação das áreas de mata nativa, melhorando a gestão do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O projeto permite reduzir custos, otimizar o tempo e a segurança das informações, além de acelerar a regeneração natural e da biodiversidade”, explica Joedson Silva, coordenador de Meio Ambiente e Certificações.

A Bracell Bahia investe cerca de R$ 600 mil anuais em projetos de recuperação, já tendo regenerado mais de 8 mil hectares.

O projeto consiste no cruzamento sistemático dos dados obtidos por satélite, nos shapes das áreas degradadas pré-identificadas e na metodologia de avaliação das informações, gerando resultados específicos sobre o estágio de regeneração das áreas. Com isso, é possível avaliar as características ambientais dos fatores que influenciam a regeneração natural e a melhoria da biodiversidade.

Até a implantação do M-RADI, em dezembro de 2022, a atualização das planilhas era feita manualmente, com visitas periódicas para avaliação de diversas áreas em mais de 30 municípios.

Com o monitoramento por imagem, é possível planejar melhor o PRA e tomar medidas assertivas para a restauração natural. Dentre os benefícios da restauração está o aumento do sequestro de carbono pelas matas nativas, o aumento da biodiversidade de fauna e flora, a conservação dos recursos hídricos, a restauração de solos degradados e/ou erodidos e o combate à desertificação.

Além disso, o projeto poderá ajudar na prevenção e controle de incêndios florestais e desmatamento ilegal. Isso porque o M-RADI tem sido testado também para monitorar eventuais intervenções recentes em áreas de vegetação nativa de difícil acesso, podendo gerar um alerta para a área de Segurança Patrimonial e Meio Ambiente da Bracell a fim de verificar a ocorrência e direcionar as medidas imediatas de combate.

A Bracell planeja recuperar todas as áreas degradadas em suas propriedades até 2031. Para isso, mantém duas iniciativas principais: o Plano de Erradicação de Exóticas (PEE) e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad).

Este conta com um complexo diagnóstico do solo, vegetação local, clima, relevo, fauna silvestre e outros. Os dados obtidos ajudam a definir se a metodologia de recuperação a ser adotada será a regeneração assistida (com uso do M-RADI) ou regeneração ativa (nucleação, plantio por linhas, adensamento ou chuva de sementes).

Em setembro, o projeto M-Radi conquistou o terceiro lugar na categoria “Estágio” do Prêmio IEL de Talentos, concedido pelo Instituto Euvaldo Lodi, que tem como objetivo estimular o empreendedorismo, a qualificação de talentos e o desenvolvimento das empresas, contribuindo para a consolidação de uma indústria mais forte e competitiva.

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