O engenheiro florestal e diretor executivo da RMS para a América do Sul, Fábio Brun, assumiu a presidência da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE).
Brun conta com experiência de 30 anos no setor florestal e promete somar esforços para buscar ainda mais avanços para o segmento, as empresas e a sociedade.
“A APRE representa não apenas o setor no estado, mas também é a voz do setor florestal paranaense em todo o Brasil. Considerando o valor total gerado pela produção florestal, o Paraná se destaca como um dos principais protagonistas nacionalmente. Até o momento, o trabalho realizado tem sido excelente, e pretendo dar continuidade a esse sucesso”, explica Brun.
O engenheiro florestal reconhece que cada empresa associada tem seu próprio modelo de negócios, objetivos e metas específicas. No entanto, também acredita na existência de interesses comuns entre elas. Por essa razão, é fundamental para o crescimento e prosperidade das empresas fazer parte de uma associação ou grupo que tenham uma capacidade ampliada de representar os interesses coletivos.
Portanto, um dos objetivos dele é garantir o reconhecimento da influência da APRE em diversas esferas, visando atrair mais marcas para se associarem à causa e, consequentemente, contribuírem para a união de esforços nas ações.
“Em síntese, o associativismo é essencial para sustentar o trabalho coletivo e possibilitar a contínua busca por melhores condições. Ao mesmo tempo, representa uma oportunidade valiosa para compartilhar conhecimento, experiências e encontrar soluções eficazes para os diversos problemas que partilhamos. Todo esse processo contribui significativamente para o fortalecimento do setor e o atendimento de nossas demandas. Além disso, vai além ao projetar uma imagem positiva da nossa comunidade na sociedade, demonstrando organização, proatividade e valor agregado para as pessoas”, complementa.
Adicionalmente, Brun destaca que, além do esforço para assegurar melhores condições para a atividade, a Associação deve ser capaz de realizar tudo isso em conformidade com as expectativas da sociedade. Afinal, ela coexiste com o setor e consome os produtos dele. Portanto, é também responsabilidade da entidade fornecer informações de qualidade, e “a APRE tem desempenhado muito bem esse papel”, ele avalia.
“É um serviço que oferecemos à população, demonstrando que as operações de nossas empresas são guiadas pelo compromisso com o meio ambiente e com as pessoas. A campanha de prevenção e combate a incêndios, liderada pela APRE e que envolve diversas instituições, é um excelente exemplo disso. Precisamos continuar nessa trajetória e promover cada vez mais iniciativas como essa”, contextualiza
Brun ainda analisa que o setor florestal está emergindo de um período completamente atípico devido aos impactos extraordinários da pandemia e do período pós-pandemia na economia. Sob a perspectiva de mercado, o engenheiro florestal vislumbra um futuro desafiador.
“Um exemplo disso é a inflação. Apesar das medidas adotadas pelo Brasil para contê-la, os impactos posteriores à pandemia continuam sendo sentidos globalmente e, quando há inflação, é necessário reduzir a atividade econômica para controlá-la. Em 2024, espera-se que o crescimento econômico brasileiro se mantenha moderado e próximo de uma média mundial modesta. Portanto, é razoável esperar que tenhamos um crescimento também moderado no setor florestal, especialmente em comparação com os anos imediatamente anteriores. É possível melhorar? Sim, é possível! Mas, atualmente, estamos observando o mercado com cautela”, finaliza.